terça-feira, 1 de maio de 2012

Death Path

Cemitério da Aldeia Galega da Merceana - Alenquer (Portugal)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Anjo Descido ao Mar

"Sou eu, ó céu! - Anjo falhado,
perdi, jogando fluidos dados,
no pano esverdeado
deste mar,
as asas e a vontade de voar.


Não salvei do naufrágio a embarcação,
Detive-me a rolar por estas vagas,
joguei-me contra as fragas...
Já sem asas,
Ó céu, aceita a minha demissão!


Serei o precursor? Eis-me liberto
de tanta terra vil que o céu reflecte.
Ó líquido deserto,
onde se perde
o vestígio dos erros encobertos!


Por mim, não quero já missão nenhuma,
senão tal jogo de onda e de mais onda,
a surpresa da espuma!,
e a profunda
tentação de morrer em cada onda!"


David Mourão-Ferreira

sábado, 17 de março de 2012

Memória de Elefante - António Lobo Antunes


Confesso que sendo a primeira obra que leio deste autor tinha algumas expectativas em ler este livro, que se revelaram completamente frustradas...

Não fiquei fã do estilo de escrita, pareceu-me completamente exagerada a utilização de metáforas (e igualmente de palavrões). Além disso a história é desinteressante narra o dia de um psiquiatra que abandona o lar e se debate com as saudades que sente das filhas e da ex-mulher e a sua tentativa de sentir menos solidão, acabando nos braços da primeira mulher que lhe aparece a frente...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O Medo

"O medo não é sinal de cobardia. É ele que nos dá a possibilidade de agir com bravura e dignidade perante as situações da vida. Quem sente medo - e apesar disso segue em diante, sem se deixar intimidar - está a dar uma prova de valentia. 
Quem, no entanto, enfrenta situações arriscadas sem se dar conta do perigo, demonstra apenas irresponsabilidade".


Paulo Coelho in Maktub

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vertigens

"É natural que quem quer "elevar-se" sempre mais, um dia, acabe por ter vertigens. O que são vertigens? Medo de cair? Mas então porquê temos vertigens num miradoiro protegido com um parapeito? As vertigens não são o medo de cair. É a voz do vazio por debaixo de nós que nos enfeitiça e atrai, o desejo de cair do qual, logo a seguir nos protegemos com pavor."

Milan Kundera, "A Insustentável Leveza do Ser"