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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Piriquito-de-colar

Piriquito de colar "psittacula krameri" (juvenil) - Lisboa (Portugal)
Os piriquitos de colar são aves exóticas, da família dos papagaios, que actualmente nidificam em Portugal. Sendo provavelmente resultado de fugas de cativeiro ou de libertações deliberadas.
São facilmente identificáveis pelo barulho estridente que fazem e também pela silhueta tão distinta da maior parte da avifauna portuguesa.
Caracterizam-se pela sua tonalidade verde, bico vermelho, cauda longa e pela exibição de um "colar" a preto nos machos adultos. 

A sua área de reprodução é bastante localizada, sendo conhecidos alguns bandos que habitualmente frequentam o Jardim da Estrela e os Jardins dos Museus da Gulbenkian em Lisboa.

domingo, 4 de julho de 2010

Bico-de-Lacre

O Bico-de-Lacre comum "Estrilda astrild", também conhecido como Bico-de-lacre-de-Santa-Helena é uma ave exótica que nidifica em Portugal com sucesso aproximadamente desde a década de 70.
Este ano já tinha visto alguns exemplares, mas a fotografia que consegui tirar não tinha ficado com grande qualidade. Têm cerca de 11 centímetros e são bastante irrequietos por isso não são propriamente fáceis de fotografar.

Bico-de-Lacre-Comum - Julho de 2010 ©

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Gyps Fulvus

O abutre-fouveiro ou grifo ("gyps fulvus") é uma ave de grande porte, com uma envergadura de cerca de 280 cm, que pode atingir entre 8 a 10 kilos de peso.

É uma espécie existente no nosso país e que se encontra sobretudo na parte norte junto à zona de fronteira, sendo mais abundante no noroeste transmontano.

É uma ave essencialmente necrófaga, que se alimenta de carcaças de animais médios e grandes, sobretudo ungulados (embora existam relatos de ataques a presas vivas, que se encontravam debilitadas). No passado alimentava-se de veados e gazelas, mas na actualidade devido a sua escassez, a sua dieta inclui mais animais domesticados como a vaca, a ovelha e o cavalo. Para se alimentar fazem um buraco na cavidade abdominal, comendo as entranhas e a seguir devoram os músculos e os restantes tecidos.

A ausência de penas no pescoço prende-se precisamente com a alimentação, pois facilita não só que se mantenham limpos e impede também que fiquem presos pelo pescoço nalguma carcaça.

Constroem os seus ninhos em cavidades rochosas, nidificando em colónias de pelo menos 20 casais. Põem apenas um ovo, que é incubado durante cerca de 2 meses. Os cuidados com a cria levam em média cerca de quatro meses.

A legislação sanitária que obriga a eliminação de animais mortos de maneira a evitar a permanência de carcaças nos campos, tem vindo a levar a diminuição dos recursos alimentares disponíveis para esta espécie. Perante as alterações legislativas comunitárias decorrentes da crise da encefalopatia espongiforme (doença das vacas loucas), foram criados sistemas de recolha de animais mortos, retirando assim dos campos centenas de toneladas de carcaças, diminuindo ainda mais as disponibilidades alimentares. Além disso os envenenamentos nos campos atingem também esta ave.

Na actualidade existem ainda práticas funerárias onde os cadáveres são colocados ao ar livre e expostos aos abutres: os "Parsis de Bombaim" depositam os corpos dos defuntos nas chamadas "Torres do Silêncio", quase como que em oferta aos abutres, e alguns monges tibetanos oferecem aos abutres, pedaços dos corpos dos falecidos.

A imagem dos abutres mesmo hoje em dia é quase sempre associada a morte, no entanto a sua presença pode ser considerado como um indicador da saúde dos ecossistemas.


"Gyps Fulvus", Jardim Zoológico de Lisboa - Maio de 2010 ©

Pavo Cristatus

Ave de excepcional beleza, que inspirou outrora lendas mitológicas, pode ser vista em vários parques e jardins do país: no jardim zoológico, junto ao Castelo de S. Jorge e noutros numerosos locais, pois a espécie é criada em cativeiro junto com outros faisões.

O pavão-indiano ("Pavo cristatus"), também conhecido por pavão-comum ou pavão-azul, é uma ave da família dos "Phasianidae" (a mesma família dos faisões).

Alimentam-se de pequenos animais invertebrados, de insectos, sementes, folhas e pétalas.

São criados frequentemente em cativeiro em jardins e parques, no entanto inicialmente estas aves encontravam-se em florestas (junto a rios) no Sri-Lanka e na Índia Ocidental, sendo considerada neste último país como ave nacional.

Apresentam dimorfismo sexual: o macho possui uma cauda com cerca de 1,60m, que abre em forma de leque durante a parada nupcial, o pescoço azul e cores bastante intensas, enquanto a fêmea possui pescoço verde, penas cinzentas e não possui uma cauda tão exuberante.
As fêmeas medem cerca de 86 cm de comprimento e pesam cerca de 3,4 kg, enquanto os machos medem em média 2,2 m quando incluída a sua plumagem de acasalamento (107 cm quando só o corpo) e pesam cerca de 5 kg.

A fêmea põe entre 3 a 6 ovos num ninho rasteiro, durando a incubação cerca de 4 semanas. Os ovos são castanho claros e são postos um por dia, geralmente de tarde. O macho não ajuda no cuidado dos ovos e é polígamo, podendo ter até seis fêmeas.

O pavão pode viver em média entre 20 a 25 anos.

"Pavo Cristatus", Jardim Zoológico de Lisboa e Castelo de S.Jorge - Janeiro/Maio de 2010 ©

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pink

A Sociedade Portuguesa para o Estudo de Aves (SPEA) confirmou ontem a existência de ninhos de flamingos pela primeira vez no Algarve, na lagoa dos Salgados.
Se a reprodução for bem sucedida será a primeira nidificação conhecida desta ave no território português.
A existência do flamingo (Phoenicopterus roseus) chegou a estar ameaçada na área do Mediterrâneo, nidificando actualmente apenas em Espanha, França, Itália, Grécia e Turquia.

Na fotografia é um flamingo-americano ("Phoenicopterus ruber"), esta espécie não está presente no nosso país. Aqui apenas estão presentes exemplares do flamingo comum ("Phoenicopterus" roseus") e do flamingo-pequeno ("
Phoenicopterus minor"), mais raro.

Em Portugal a ave pode ser observada em vários locais como o estuário do Tejo e em zonas húmidas; no Algarve encontram-se abundantemente por exemplo junto as salinas de Castro Marim.


"Phoenicopterus ruber", Jardim Zoológico de Lisboa - Maio de 2010 ©