terça-feira, 31 de março de 2009

Just an old house




































Casa de xisto (Gondramaz, Miranda do Corvo) - 2008

domingo, 29 de março de 2009

Alguém me ouviu...

Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não
presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a
minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz?

Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se
esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga porque me sinto assim
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto
daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz?

Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se
esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Boss A.C feat. Mariza

quarta-feira, 25 de março de 2009

Ao amor antigo...

"O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor"


Carlos Drummond de Andrade

Beco da Bolta



































Aldeia do Gondramaz (Miranda do Corvo) - 2008

Num lugar perdido da serra...



























Aldeia do Gondramaz (Miranda do Corvo) - 2008

domingo, 8 de março de 2009

Woman's Rights

Estátua no Bom Jesus do Monte - Braga (Portugal)


Dia Internacional da Mulher

Hoje comemorou-se mais um dia internacional da Mulher e nos meios de comunicação social deu-se ênfase à descriminação e desigualdade salarial sofrida ainda na actualidade pelas mulheres. Essa desigualdade é algo que deveria ser lembrado todos os dias quer por homens quer por mulheres, que deveriam lutar em conjunto de forma a podermos evoluir para uma sociedade mais justa, onde as pessoas são respeitadas independentemente do sexo, cor da pele, ideologia, orientação sexual... Enquanto este dia existir significa que ainda temos um caminho a percorrer, que passará necessariamente por uma alteração de mentalidades. Não somos seres superiores, muito menos seres inferiores, queremos apenas ser tratadas com respeito e dignidade, tendo igualdade de oportunidades.
Mais do que relembrar os direitos adquiridos, devemos relembrar e agradecer às mulheres que lutaram para que eles fossem possíveis e para que hoje todas nós possamos votar, frequentar uma universidade, trabalhar e sermos financeiramente autónomas.
Que este dia possa dar um novo alento às mulheres para que continuem a lutar pelos seus direitos!

Doces tonalidades

Encosta rochosa na Praia da Mexilhoeira - Torres Vedras (Portugal)